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Mudar ou não mudar a marca?

Já falei aqui de marca antes ( Vamos falar de marca? ). Gosto do assunto. E tem sido preocupação recorrente de clientes nossos. Mas um ponto me incomoda um pouco: é mesmo necessário mudar? Alina Wheeler (2006, Desiging Brand Identity) cita 6 justificativas de mudança que acho fundamental aplicar como cartilha para uma real avaliação da necessidade de mudança. Mudar por mudar - porque um dos sócios não gosta ou porque as cores não agradam, enfim, por justificativas pessoais definitivamente não estão nessa lista. As possibilidades são: Uma nova empresa, um novo produto Mudança de nome (que obviamente também não deve ser uma ação gratuita) Revitalização da marca Revitalização da identidade corporativa Criação de um sistema integrado de identidade visual Fusão da empresa As empresas possuem uma história e mudar a marca vai repercutir de alguma forma interna e externamente. Funcionários e colaboradores precisam estar engajados no processo - seja por participarem efetivamente das mudanças e ...

Focar ou não focar?

Lendo a biografia do Steve Jobs (A cabeça de Steve Jobs, Kahney, Leander / AGIR) descobri que ele é contra a Focus Group . Afirma, com razão, que as pessoas não podem saber o que querem se estivermos tratando de algo inovador. Certamente se fossemos perguntar as pessoas “o que elas achariam” de um walkman ou um iPod os resultados não seriam positivos. Mas a tal simplicidade que Jobs busca incessantemente em seus produtos não seria premissa se não vivêssemos num mundo cercado de artefatos tecnológicos complicados de entender, com milhões de funções que para a grande parte das pessoas não servem pra nada. De onde ele tirou esse foco ? Não ouso supor que Jobs (nem mesmo o autor do livro, Leander) não sabem as regras do método. Acredito que se busque ali mais a retórica, o exagero para se exacerbar a personalidade do biografado. Focus Group (ou Grupo de Foco) é uma metodologia para se obter resultados qualitativos a respeito de dada informação. Ao invés de prover respostas quantitativas p...

Vamos falar de marca?

Falar de marca hoje tem um nome: branding. Embora mais um termo em inglês sem tradução e que condensam conceitos que certamente já conhecemos, esse deve-se guardar uma especial atenção. É um assunto relacionado a gestão, marketing e design e todas as empresas devem pensar e trabalhar nisso. Está acontecendo essa semana no MAM (no Rio) o Brazil Design Week, um evento excelente totalmente voltado para o mundo corporativo – os clientes dos escritórios de design, na verdade – realizado pela ABEDESIGN, uma associação brasileira de empresas de design. Só uma passadinha pelos stands já vale a visita. São 38 expositores – entre instituições como a própria ABEDESIG, FIRJAN, SEBRAE e vários escritórios de design – que mostram a excelência em que o design brasileiro se encontra. Devemos reconhecer que os estrangeiros reconheceram essa excelência antes de nós. Já está mais do que na hora dos empresários – infelizmente ainda não tão presentes no evento – olharem pra dentro do próprio país e localiz...

O que diferencia as pessoas?

Porque as empresas precisam se preocupar com as pessoas? Porque as pessoas são muito diferentes. E mudam de um dia pro outro, de uma hora pra outra! Mas não é motivo para pânico. Essas mudanças são associadas a necessidades do momento e podem ser previstas. Partindo sempre do princípio de que você sabe claramente quem são essas pessoas, ou seja, seu público-alvo, é importante saber que elas seguem um roteiro mais ou menos comum: alguém indicou a sua empresa para prestação de um determinado serviço. Vão entrar no site da sua empresa para verificar informações como onde se localiza, a quanto tempo existe, quem são os sócios, know-how e clientes. Vai fazer isso com uma certa calma, pois interessa a ela ler , pesquisar ; uma vez tendo gostado disso tudo provavelmente voltará outro dia para pegar o telefone e quiçá o endereço. Fará isso correndo pois quer resolver rápido. Já tomou a decisão de procurar a empresa. Quer apenas resgatar uma informação que na visita anterior não foi registrada...

Quanto a sua empresa pode investir num novo site?

Passei por duas situações distintas nesses últimos dias mas com o mesmo tema: preço. Quanto você está disposto a pagar para ter um site bem resolvido? Digo bem resolvido em vários sentidos: conteúdo bem escrito; conteúdo bem organizado; navegação consistente; apresentação “vendável” ( toda empresa quer vender alguma coisa: uma idéia, um produto, um conceito, um serviço... ); design em harmonia com a comunicação da empresa. Isso tudo, claro, tem um preço. Tem vários, na verdade... Não existe uma tabela e isso é um dos motivos de desconfiança das empresas, é bem verdade... Mas isso é uma outra discussão e meu ponto hoje é outro: o valor que se quer/pode pagar para o que se precisa. Situação nº 1 Fomos chamados para fazer o orçamento de reformulação de um site de uma empresa que já havia gasto uma quantia (pequena) para a segunda versão do seu site institucional. O cliente queria apenas autonomia com relação ao conteúdo. Contratou um programador. Teve o sistema de gerenciamento de conteúd...

Avise seu público que seu site é útil!

Testes com a participação do usuário são sempre positivos e trazem resultados extraordinários para o processo de desenvolvimento de sistemas interativos. Estou trabalhando agora numa consultoria de um grande portal de um órgão estadual do Rio de Janeiro. Apliquei uma mesma metodologia em duas seções: uma para cada público. A metodologia utilizada foi baseada no Bridge (já comentado em artigo no Webinsider ) de uma forma simplificada. Estou inclusive desenhando essa nova dinâmica para que todos possam aproveitar desse processo extremamente produtivo. Aviso aqui quando publicar. O fato que quero comentar aqui é que a participação do usuário, seja com entrevistas, seja em testes mesmo, é sempre muito rica. Essa metodologia especialmente conta com a participação de um analista de sistemas (neste caso, do próprio cliente) e, distante de interfaces ou computadores, mostra procedimentos que estão na cabeça dos participantes e desejos que a tecnologia tenta atender. Descobrem-se coisas surpree...

Navegação e experiência do usuário

Em 14 anos de desenvolvimento web até hoje não encontrei um método mais apropriado para conhecer, entender e resolver a navegação do usuário em um determinado sistema interativo do que o Bridge*. Ele tem dois problemas porém: - é voltado para o desenvolvimento de software; - é extremamente longo. O método me foi apresentado no mestrado (em 2002) pela minha orientadora e “mentora espiritual” Anamaria de Moraes. Na época ele foi adaptado para a minha pesquisa cujo tema era (e ainda é) Arquitetura da Informação. Mas mesmo com a adaptação – que obviamente não pode descaracterizar o mesmo – ainda foi muito extenso e cansativo. Tenho trabalhado extensamente nele desde então de forma a desenvolver um outro método baseado no seu escopo porém especifico para o entendimento da navegação do usuário, tentando criar uma ponte (bridging the gap, daí veio o nome) entre os requisitos do sistema e os resultados da abordagem bottom-up de um lado e a eficaz experiência do usuário do outro. Para se ...