Postagens

O que diferencia as pessoas?

Porque as empresas precisam se preocupar com as pessoas? Porque as pessoas são muito diferentes. E mudam de um dia pro outro, de uma hora pra outra! Mas não é motivo para pânico. Essas mudanças são associadas a necessidades do momento e podem ser previstas. Partindo sempre do princípio de que você sabe claramente quem são essas pessoas, ou seja, seu público-alvo, é importante saber que elas seguem um roteiro mais ou menos comum: alguém indicou a sua empresa para prestação de um determinado serviço. Vão entrar no site da sua empresa para verificar informações como onde se localiza, a quanto tempo existe, quem são os sócios, know-how e clientes. Vai fazer isso com uma certa calma, pois interessa a ela ler , pesquisar ; uma vez tendo gostado disso tudo provavelmente voltará outro dia para pegar o telefone e quiçá o endereço. Fará isso correndo pois quer resolver rápido. Já tomou a decisão de procurar a empresa. Quer apenas resgatar uma informação que na visita anterior não foi registrada...

Quanto a sua empresa pode investir num novo site?

Passei por duas situações distintas nesses últimos dias mas com o mesmo tema: preço. Quanto você está disposto a pagar para ter um site bem resolvido? Digo bem resolvido em vários sentidos: conteúdo bem escrito; conteúdo bem organizado; navegação consistente; apresentação “vendável” ( toda empresa quer vender alguma coisa: uma idéia, um produto, um conceito, um serviço... ); design em harmonia com a comunicação da empresa. Isso tudo, claro, tem um preço. Tem vários, na verdade... Não existe uma tabela e isso é um dos motivos de desconfiança das empresas, é bem verdade... Mas isso é uma outra discussão e meu ponto hoje é outro: o valor que se quer/pode pagar para o que se precisa. Situação nº 1 Fomos chamados para fazer o orçamento de reformulação de um site de uma empresa que já havia gasto uma quantia (pequena) para a segunda versão do seu site institucional. O cliente queria apenas autonomia com relação ao conteúdo. Contratou um programador. Teve o sistema de gerenciamento de conteúd...

Avise seu público que seu site é útil!

Testes com a participação do usuário são sempre positivos e trazem resultados extraordinários para o processo de desenvolvimento de sistemas interativos. Estou trabalhando agora numa consultoria de um grande portal de um órgão estadual do Rio de Janeiro. Apliquei uma mesma metodologia em duas seções: uma para cada público. A metodologia utilizada foi baseada no Bridge (já comentado em artigo no Webinsider ) de uma forma simplificada. Estou inclusive desenhando essa nova dinâmica para que todos possam aproveitar desse processo extremamente produtivo. Aviso aqui quando publicar. O fato que quero comentar aqui é que a participação do usuário, seja com entrevistas, seja em testes mesmo, é sempre muito rica. Essa metodologia especialmente conta com a participação de um analista de sistemas (neste caso, do próprio cliente) e, distante de interfaces ou computadores, mostra procedimentos que estão na cabeça dos participantes e desejos que a tecnologia tenta atender. Descobrem-se coisas surpree...

Navegação e experiência do usuário

Em 14 anos de desenvolvimento web até hoje não encontrei um método mais apropriado para conhecer, entender e resolver a navegação do usuário em um determinado sistema interativo do que o Bridge*. Ele tem dois problemas porém: - é voltado para o desenvolvimento de software; - é extremamente longo. O método me foi apresentado no mestrado (em 2002) pela minha orientadora e “mentora espiritual” Anamaria de Moraes. Na época ele foi adaptado para a minha pesquisa cujo tema era (e ainda é) Arquitetura da Informação. Mas mesmo com a adaptação – que obviamente não pode descaracterizar o mesmo – ainda foi muito extenso e cansativo. Tenho trabalhado extensamente nele desde então de forma a desenvolver um outro método baseado no seu escopo porém especifico para o entendimento da navegação do usuário, tentando criar uma ponte (bridging the gap, daí veio o nome) entre os requisitos do sistema e os resultados da abordagem bottom-up de um lado e a eficaz experiência do usuário do outro. Para se ...

Mudanças de planos

Começo a semana falando de alterações de percurso. Recentemente, numa consultoria de Arquitetura da Informação que prestei para uma grande empresa, esse foi um problema que desvirtuou todo um trabalho. Começamos com o levantamento onde todas as questões referentes ao planejamento estratégico e posicionamento do produto foram especificadas – e documentadas, para nossa garantia, claro. Depois que o primeiro método para avaliação do entendimento da organização de conteúdo por parte de usuários e profissionais da empresa foi aplicado, ou seja, depois que o trabalho já estava bem adiantado, houve uma mudança radical no posicionamento da empresa. Isso implica não apenas em retrabalho – questões entendidas e perfeitamente negociadas com o cliente – mas principalmente em “re-aculturação”. As pessoas envolvidas no processo produtivo da empresa ainda não estavam preparadas para uma mudança radical quando eu preparava um novo modelo de site e intranet para elas. Isso significou um grande esforço ...

Internet: use e abuse.

Eduardo Ribeiro fez um comentário a respeito do uso de ferramentas free na internet como orkut, youTube, blogs etc. e lembrou que poucas empresas fazem uso delas. A resposta para isso invariavelmente é “falta de tempo”... Será? Acho que as empresas de fato desconhecem o poder que essas ferramentas têm e o alcance que atingem. Muitas ainda acham que são ferramentas internet “coisa de adolescente”. Basta navegar um pouco em alguns sites de grandes empresas como Accenture, IBM e, claro, Google Inc., Microsoft e notar que fazem referências a blogs, seja de profissionais da equipe ou não. O mesmo acontece com vídeos no YouTube. Outra ferramenta que vem ganhando fama são os sites de conteúdo não controlado, como o Outro Lado (www.outrolado.com.br). Nelas qualquer um pode escrever o que quiser e ser lido, criticado, apoiado. Todas essas ferramentas são importantes para mostrar de forma livre o conhecimento e a criatividade, principais valores de uma empresa. Mais do que profissionais qualific...

Um site corporativo é mais uma mídia para fazer negócios.

Um dos principais problemas de desenvolvimento de sistemas interativos é o entendimento da questão “foco no usuário”. Usuários são pessoas: clientes, consumidores, pacientes, leitores, convidados, termos que variam de acordo com o tipo de negócio em questão. Esse é o ponto. O foco deve ser no negócio e não mais no sistema (primeira fase da internet) ou no “usuário” de uma maneira genérica (segunda). Veja, a internet é o principal veículo de comunicação, já vimos isso. Também o mais barato e certamente o mais direto. Sendo o objetivo principal business , o que o site precisa é: vender um produto, vender um conceito, atender, fornecer conteúdo etc. Para isso é necessário saber o que os leitores do seu site querem fazer ali – que algumas vezes pode ser diferente do que ele faria indo pessoalmente a sua empresa ou fazendo contato por telefone. Em métodos aplicados no desenvolvimento de sistemas interativos para entendimento de pessoas extraídos da ergonomia, procuramos analisar a “tarefa d...