Está em discussão no momento a liberação de proteção intelectual a livros didáticos, descobri hoje... Da mesma forma que a discussão da lei de patentes sobre medicamentos, devemos ficar atentos a uma situação radical, mas possível, de o Brasil se tornar apenas mão de obra no futuro. Quem (pesquisadores, autores, cientistas) vai querer pesquisar e fazer descobertas importantes para a ciência e o conhecimento num país que não remunera e não atribui a seu inventor uma descoberta?
O pior é que essa discussão tem base na nossa cultura do “tudo pode”, onde copiar livros inteiros dentro de universidades é normal, trocar e baixar músicas da internet gratuitamente é normal, baixar e copiar filmes é normal...
Alôu!!! Tem gente aqui que investe em pesquisa - não só tempo mas dinheiro -, dedica uma vida, concentra todos seus esforços na especialização de um dado conhecimento. Remunerar essas pessoas não só é justo como necessário!!! Se não elas vão embora e viraremos apenas uma colônia!
quarta-feira, 17 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
Consultoria
É verdade que, como diz uma piada, o consultor é aquele que diz o que qualquer um poderia dizer e ainda recebe por isso. É meia verdade, na verdade...
O consultor é aquele que vai mergulhar fundo nas questões de sua especialidade (gestão, produtividade, marketing, usabilidade, arquitetura da informação) para extrair informações valiosas, mas simples! Que de fato outras pessoas da equipe poderiam dizer se estivessem focadas nisso.
Demanda conhecimento específico, experiência e dedicação. Minha formação é design e presto consultoria em user experience design e arquitetura da informação. Meus conhecimentos são teóricos em design e ergonomia e minha carga de conhecimento vem de 15 nos de envolvimento e pesquisa em internet. Outras pessoas da equipe do cliente poderiam ter esse background? Talvez. Mas o que entra em jogo agora - e que faz toooda diferença - é:
O que ocorre é que para alguns clientes a consultoria assusta porque pressupõe muito dinheiro para investir e transformar as recomendações em fato. Mas isso é já não é verdade! Um bom trabalho de consultoria leva em consideração a equipe que o cliente tem para implementar as mudanças, a verba a ser investida e o cronograma de mudança. Viabilização um projeto é (ou deveria ser) a primeira etapa de qualquer trabalho desta natureza.
O consultor é aquele que vai mergulhar fundo nas questões de sua especialidade (gestão, produtividade, marketing, usabilidade, arquitetura da informação) para extrair informações valiosas, mas simples! Que de fato outras pessoas da equipe poderiam dizer se estivessem focadas nisso.
Demanda conhecimento específico, experiência e dedicação. Minha formação é design e presto consultoria em user experience design e arquitetura da informação. Meus conhecimentos são teóricos em design e ergonomia e minha carga de conhecimento vem de 15 nos de envolvimento e pesquisa em internet. Outras pessoas da equipe do cliente poderiam ter esse background? Talvez. Mas o que entra em jogo agora - e que faz toooda diferença - é:
- foco: se sou contratada para uma consultoria para um site, vou mergulhar fundo nos pontos que preciso pesquisar, na descoberta de problemas e no estudo de possibilidades de solução para eles. Isso não será mais uma atribuição (menos prioritária, na maioria das vezes) do dia-a-dia de um funcionário;
- isenção: não faço parte da equipe, posso dizer o que quiser sem “melindres”. Posso apontar problemas que muitas vezes tocam na(s) ferida(s) de determinado departamento ou pessoa. Mas ninguém poderá me “mandar embora” porque eu estou sendo contratada pra isso mesmo!
O que ocorre é que para alguns clientes a consultoria assusta porque pressupõe muito dinheiro para investir e transformar as recomendações em fato. Mas isso é já não é verdade! Um bom trabalho de consultoria leva em consideração a equipe que o cliente tem para implementar as mudanças, a verba a ser investida e o cronograma de mudança. Viabilização um projeto é (ou deveria ser) a primeira etapa de qualquer trabalho desta natureza.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Montando aulas
Dar aulas era meu objetivo durante o período do mestrado. Sonhava em fazer parte do corpo docente de uma universidade e ser professora de graduação. Tive essa experiência ao mesmo tempo que fui sendo convidada para aulas de pós-graduação. Hoje afirmo: fico com a segunda.
Não sei se pelo sistema brasileiro de ensino, a graduação é hoje simplesmente - para a maioria dos alunos e nas universidades em que trabalhei (particulares apenas) - uma maneira de se conquistar um diploma para entrar no mercado de trabalho. Isso ocorre por dois motivos, a meu ver: o Brasil não oferece nenhuma oportunidade para pessoas de nível técnico; talvez por conta do primeiro motivo, o título de graduação é obrigatório!
Isso na verdade está levando a um outro desvio: não basta a graduação. Para se diferenciar no mercado tem que ter um Mestrado (!). Ou seja, não aprender muito na graduação é um “fato” e para ter um bom currículo é melhor que se faça logo uma pós, de preferência stricto sensu. Visão fatalista de uma cultura que em vez de buscar e exigir mudanças, cria subterfúgios para “conviver” com os erros do país! Gerando lucros para algumas instituições que, obviamente, querem alunos-reféns...
Mas a verdade é que uma boa pós é cara e o aluno que chega lá está em busca de conhecimento. Por que quer, não porque seus pais (a sociedade) o obrigam. Ele resolveu que quer aprender mais sobre determinado assunto.
É, para o professor, uma experiência muito mais fascinante!
Estou aqui preparando minhas aulas para o próximo curso de pós de Ergodesign de Interfaces: Usabilidade e Arquitetura da Informação na PUC-Rio. Organizando a teoria e elaborando as práticas, pensando em como acontecerão as dinâmicas durante os dois módulos de 9 aulas no total. Passar minha vivência e experiência em desenvolvimento de sistemas interativos e projetos de arquitetura da informação. Sei que aluninhos ansiosos por receber informações, de ouvidos e cabeça abertos, estarão lá me esperando. E também exigindo mais das minhas aulas. Isso é que me estimula ;)
Não sei se pelo sistema brasileiro de ensino, a graduação é hoje simplesmente - para a maioria dos alunos e nas universidades em que trabalhei (particulares apenas) - uma maneira de se conquistar um diploma para entrar no mercado de trabalho. Isso ocorre por dois motivos, a meu ver: o Brasil não oferece nenhuma oportunidade para pessoas de nível técnico; talvez por conta do primeiro motivo, o título de graduação é obrigatório!
Isso na verdade está levando a um outro desvio: não basta a graduação. Para se diferenciar no mercado tem que ter um Mestrado (!). Ou seja, não aprender muito na graduação é um “fato” e para ter um bom currículo é melhor que se faça logo uma pós, de preferência stricto sensu. Visão fatalista de uma cultura que em vez de buscar e exigir mudanças, cria subterfúgios para “conviver” com os erros do país! Gerando lucros para algumas instituições que, obviamente, querem alunos-reféns...
Mas a verdade é que uma boa pós é cara e o aluno que chega lá está em busca de conhecimento. Por que quer, não porque seus pais (a sociedade) o obrigam. Ele resolveu que quer aprender mais sobre determinado assunto.
É, para o professor, uma experiência muito mais fascinante!
Estou aqui preparando minhas aulas para o próximo curso de pós de Ergodesign de Interfaces: Usabilidade e Arquitetura da Informação na PUC-Rio. Organizando a teoria e elaborando as práticas, pensando em como acontecerão as dinâmicas durante os dois módulos de 9 aulas no total. Passar minha vivência e experiência em desenvolvimento de sistemas interativos e projetos de arquitetura da informação. Sei que aluninhos ansiosos por receber informações, de ouvidos e cabeça abertos, estarão lá me esperando. E também exigindo mais das minhas aulas. Isso é que me estimula ;)
domingo, 5 de abril de 2009
Mudar ou não mudar a marca?
Já falei aqui de marca antes (Vamos falar de marca?). Gosto do assunto. E tem sido preocupação recorrente de clientes nossos. Mas um ponto me incomoda um pouco: é mesmo necessário mudar?
Alina Wheeler (2006, Desiging Brand Identity) cita 6 justificativas de mudança que acho fundamental aplicar como cartilha para uma real avaliação da necessidade de mudança. Mudar por mudar - porque um dos sócios não gosta ou porque as cores não agradam, enfim, por justificativas pessoais definitivamente não estão nessa lista.
As possibilidades são:
As empresas possuem uma história e mudar a marca vai repercutir de alguma forma interna e externamente. Funcionários e colaboradores precisam estar engajados no processo - seja por participarem efetivamente das mudanças e crescimentos internos ou seja por verem a empresa crescer. Clientes, fornecedores e concorrentes precisam perceber que a empresa mudou. Enfim, a mudança da marca é um parte de um processo maior.
Mas muitas vezes essa mudança interna não é premente. Acontece apenas que a empresa se dá conta de que aquela marca desenvolvida num primeiro momento talvez não de forma profissional ou sem sua devida importância, possui falhas. Mas como a empresa tem sua história e sua marca já é conhecida pelos seu público e, principalmente, como não é o caso de uma mudança estrutural (na maioria das vezes sim, de crescimento), mudar radicalmente a marca talvez não seja a opção mais adequada.
Para esses casos então vale uma revitalização da própria marca, da sua identidade corporativa ou a criação de um sistema completo e integrado de identidade visual que una produtos e serviços em uma mesma linha de design bem como alinhe toda a comunicação da empresa. Isso significa modernizar a marca, seus traços, talvez cores e certamente aplicações. Mas nestes casos guardar semelhança com a marca antiga talvez seja o maior desafio para a empresa que estará cuidando desta tarefa: mudar sem perder a referência.
Alina Wheeler (2006, Desiging Brand Identity) cita 6 justificativas de mudança que acho fundamental aplicar como cartilha para uma real avaliação da necessidade de mudança. Mudar por mudar - porque um dos sócios não gosta ou porque as cores não agradam, enfim, por justificativas pessoais definitivamente não estão nessa lista.
As possibilidades são:
- Uma nova empresa, um novo produto
- Mudança de nome (que obviamente também não deve ser uma ação gratuita)
- Revitalização da marca
- Revitalização da identidade corporativa
- Criação de um sistema integrado de identidade visual
- Fusão da empresa
As empresas possuem uma história e mudar a marca vai repercutir de alguma forma interna e externamente. Funcionários e colaboradores precisam estar engajados no processo - seja por participarem efetivamente das mudanças e crescimentos internos ou seja por verem a empresa crescer. Clientes, fornecedores e concorrentes precisam perceber que a empresa mudou. Enfim, a mudança da marca é um parte de um processo maior.
Mas muitas vezes essa mudança interna não é premente. Acontece apenas que a empresa se dá conta de que aquela marca desenvolvida num primeiro momento talvez não de forma profissional ou sem sua devida importância, possui falhas. Mas como a empresa tem sua história e sua marca já é conhecida pelos seu público e, principalmente, como não é o caso de uma mudança estrutural (na maioria das vezes sim, de crescimento), mudar radicalmente a marca talvez não seja a opção mais adequada.
Para esses casos então vale uma revitalização da própria marca, da sua identidade corporativa ou a criação de um sistema completo e integrado de identidade visual que una produtos e serviços em uma mesma linha de design bem como alinhe toda a comunicação da empresa. Isso significa modernizar a marca, seus traços, talvez cores e certamente aplicações. Mas nestes casos guardar semelhança com a marca antiga talvez seja o maior desafio para a empresa que estará cuidando desta tarefa: mudar sem perder a referência.
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